Mercados públicos de João Pessoa já comercializam milho verde para o São João
Junho 8, 2026Com a aproximação das festas juninas, o milho verde passa a ocupar lugar de destaque nos mercados públicos e feiras livres, administradas pela Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). O maior aquecimento das vendas vai de maio a julho, marcado pelo aumento da procura para preparação de comidas típicas do período junino, como: pamonha, canjica, bolo de milho, entre outras receitas.
Tradicionalmente, o Mercado Central é referência na venda de milho em João Pessoa, com grande quantidade, qualidade e variedade de preços. Inclusive, é possível comprar o produto no local em qualquer dia da semana. Os consumidores também podem encontrar o alimento, com ou sem palha, nos mercados públicos de Jaguaribe, Bairro dos Estados, Mangabeira, Torre e Tambaú, além das feiras de Oitizeiro e Grotão.
O preço da ‘mão de milho’ – equivalente a 52 espigas, sem palha – tem variado de R$ 50 a R$ 100, segundo pesquisa da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP), divulgada na última quarta-feira (3). Para a mão do milho com palha, o levantamento registrou diferença de R$ 30, com preços entre R$ 45 (Comerciante Reginaldo – Ceasa) e R$ 75 (Comerciante Josefina – Mercado de Tambaú).
O comerciante José Alves, que trabalha com a venda do milho há 30 anos, atualmente vende o produto no Mercado Central. Ele revela que tem comprado milho de agricultores de Pernambuco para revender, pois as espigas produzidas aqui na região não chegaram ainda, por conta das chuvas. “Esse milho não é daqui, é de fora. Por isso, está mais caro este ano. No ano passado, nesta época, a gente vendia milho até por R$ 40 a mão. Mas hoje estou vendendo a R$ 60”, afirmou. No local, ele comercializa três espigas por R$ 5; e sete espigas por R$ 10. O valor de cada espiga é R$ 1,50.
Outra feirante com 30 anos de experiência com a venda do milho é Vanda Inalva Pereira, que já passou pelas feiras de Oitizeiro, Jaguaribe e atualmente comercializa o produto no Mercado Central. “Nesta época do ano a gente trabalha muito! Chegamos aqui às 3h da manhã para pegar milho. A gente descasca, deixa tudo prontinho”, disse Wanda. Na sua banca, a espiga de milho é vendida por R$ 2 e a mão de milho, com 50 espigas, por R$ 60.
Tereza Cristina também trabalha no Mercado Central e faz sua estreia este ano com a venda de milho. “Vai começar daqui a 15 dias a safra boa de milho. Vai chegar com força e qualidade. Só tem milho novinho agora, porque é milho só para cozinhar mesmo. Milho para canjica e pamonha é daqui a 15 dias”, explicou. Ela vende cada espiga por R$ 1 e a mão de milho, com 52 espigas, por R$ 50.
A jovem Jenifer da Silva, que trabalha no Mercado Central, afirma que as vendas este ano estão indo bem. Ela apostou na venda através do cartão de crédito/débito como diferencial para ampliar seu faturamento. “Tem gente que não tem a maquininha ainda. Mas eu peguei logo uma pra facilitar e não perder cliente. Este ano estou vendendo mais, e mais rápido”. Na sua banca, a espiga de milho é vendida por R$ 1 e a mão de milho, por R$ 50. E o cliente ainda pode escolher e levar o produto sem palha.
Segundo a comerciante Simone do Nascimento, que vende milho no Mercado da Torre há 40 anos, a procura pelo milho está grande, porém o preço está mais caro este ano. “Acredito que quando estiver mais próximo do São João, o preço vai melhorar. Temos clientes que sempre procuram e compram todo ano. E outros que vêm procurando a mercadoria. Para eles, se não tiver milho, canjica e pamonha, não é São João”, destacou. No local, ela comercializa a mão de milho, com 52 espigas, por R$ 70.
Festival do Milho – E o público ainda terá outra opção para a compra do milho verde. Promovido pela Sedurb, de 20 a 23 de junho, vem aí a 10ª edição do Festival do Milho da Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), localizada na Avenida Hilton Souto Maior, 1.112, no bairro José Américo.
O evento se estenderá até a véspera do São João, funcionando das 5h às 15h, com preços acessíveis, gerando renda e visibilidade para a agricultura familiar, além de valorizar a cultura nordestina. Além do milho verde, os consumidores irão encontrar comidas típicas já prontas, produtos artesanais e muito forró pé-de-serra.